E retomamos a série com os escudos mais peculiares do futebol brasileiro com o estado de Pará, capital Belém, “onde Jesus nasceu”, como diria aquele centroavante culto. Vamos às pérolas:
Tiradentes – Tudo bem que Joaquim José da Silva Xavier é um herói nacional. Mas colocar o triângulo da bandeira mineira num clube do Pará é um pouco demais. Fora esse “T” estilizado e destoando totalmente do contexto. Vai ver que o criador do símbolo também foi parar na forca.
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Pedreira – Perdi alguns minutos tentando encontrar uma explicação cabivel para este polígono central com uma bola aplicada no meio. Cheguei à conclusão que o time da Pedreira, formado por pedreiros, adora uma Maria Chuteira. E resolveu homenageá-las com uma calcinha personalizada no logotipo.
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Terra Firme – Bem que o clube já tentou escapar do naufrágio pelo nome, mas não teve a mesma sorte ao criar seu escudo. Qual o fundamento de uma águia voando com uma bola nas garras, se o clube é de Terra Firme? Seria uma águia adestrada fazendo um número de equilibrismo a la Cirque du Soleil?
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Time Negra Carajás – O nome já é um dos mais inexplicáveis da história do futebol brasileiro. E o escudo não fugiu muito disso não. Duas partes seguem um estilo meio pavilhão de escola de samba alvinegra. Mas, na que restou, prá dar uma quebrada, resolveram aplicar uma paisagem cafona. Deu nisso.

Assahi – O time tem nome de fruta – tudo bem, é uma
PSTC – Time com nome de partido político, sediado numa cidade chamada Cambé. Convenhamos: não dá para torcer prá cambé de político. Isso sem contar que o cidadão estampado no distintivo ou é jogador de vôlei ou é goleiro. A menos que a diretoria tenha tentado homenagear Didi Mocó em “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”
Agroceres – Tudo bem, vá lá… até que o Visconde de Sabugosa com chapéu de Oktoberfest está simpático. Mas não dá para levar a sério um time que tem uma espiga no símbolo, né? Principalmente se ele estiver enfrentando o CAMA. É o que poderíamos chamar de clássico… do duplo sentido.



Alta Floresta - Mesmo caso da águia. Se vai botar o rei dos animais no escudo, por favor, coloque o bicho como manda o figurino. Rugindo, impondo respeito, pô. Agora pega essa pose do felino: parece uma moça em foto de calendário de borracharia.
Real Colíder – Mico leão? Ornitorrinco? Leão? Realmente o pessoal do Pantanal tem um ponto fraco em desenhar animais de gosto duvidoso. Fora isso, resta saber se o fato deles estarem compartilhando a posse da bola seja uma alusão ao termo co-líder. Vai ser subliminar assim em Colíder.











26 de Outubro – Data estranha. Não é República, nem Independência, nem nada. E se alguém pensou que poderia ser a fundação do clube, pode tirar o pangaré da garoa. Como o próprio escudo denuncia, a fundação é 07 de agosto. Pior mesmo que tanto mistério só os números carregados pela mãos, meio desengonçados. Nada como um dia após o outro.

Coenge – Este é o popular escudo da interseção à direita. Único que pode entrar no teste do Detran. Vamos falar sério… Com muito, muito esforço mesmo, você consegue perceber que isto é, na verdade, uma letra “C” estilizada. C de Coenge. Coenge? Será que vamos ter que fazer uma série futura para explicar nomes de times também? Ai Jesus…
River de Quixeramobim: Como explicar este ser esquisito no topo do emblema? Um morcego com braços ou um capeta robótico, mezzo-batman, mezzo-mutante? E a faixa na parte de baixo, convenhamos, mais parece as partes inferiores de um sapo, talvez mutilado pelo bicho de cima. Que viagem. Que mau gosto. Que horror…
Barra do Iguatu: Diz a sabedoria popular que toda rosa tem lá seus espinhos. Mas os fundadores do Barra exageraram na interpretação. Talvez descontentes com a pouca quantidade de espinhos cravados na citada flor, resolveram inventar a rosa com espinha de peixe. Só pode ser essa a explicação para as exóticas plantinhas do símbolo.



