Com requintes de crueldade, “lista de cornos” vira caso de polícia em Lagoa da Prata (MG)

Postado em Cotidiano, Televisão com as tags , , , em 09/11/2009 por Lúcio N.

Uma lista com dezessete nomes de supostos maridos traídos está deixando a cidade mineira de Lagoa da Prata em polvorosa.

osmaiscornos
Distribuída sorrateiramente na calada da noite em pontos de grande movimento da cidade (bancos, supermercados, restaurantes) e também divulgada numa comunidade da Internet (singelamente intitulada “Os Cornos de Lagoa da Prata”), a tal lista já virou caso de polícia e foi parar na TV.

Pudera. Não bastasse o nome, a relação traz detalhes cruéis a respeito dos “indicados”. O primeiro da lista, por exemplo, é citado como “dono de viagem”… Seria uma agência de viagem? Um cara que fica fora de casa muito tempo?  Sintomático.

Isso sem contar que, no Orkut, a comunidade foi inserida na categoria “Animais de Estimação”. Com direito a agradecimento aos “donos de boteco, donos de oficinas mecânicas e rifeiros” da cidade, pelo “pleno apoio” oferecido para sua elaboração.

“Caso antigo”, “três vezes” e até o nome de um suposto “prestador de serviço” que atendeu a domicílio são algumas das outras citações do documento.

Curioso mesmo é que nas entrevistas com o povo e as autoridades locais, só se fala em prender o autor da lista (antes que ele divulgue uma versão revista e ampliada)  e nas brigas que estão acontecendo por conta do episódio. Mas ninguém passou perto de dizer que é mentira, ou de tentar isentar algum dos 17 nomes do constrangimento.

É… Como diria Falcão, todo castigo para corno é pouco.

O barbeiro amargurado e o mendigo cabeludo

Postado em Cotidiano com as tags , , , , em 26/10/2009 por Lúcio N.

Manhã de sábado em Bauru. Em busca de um barbeiro, levantei-me cedo. Era convidado de um casamento, mas minha barba e meu cabelo pareciam não ter sido informados. Precisava dar um jeito naquilo.

Fui me consultar com a recepção do hotel. Afinal, recepção de hotel em cidade do interior é o órgão indicado para saber de tudo e de todos. A resposta veio de bate pronto:

- Direita, direita, esquerda. Tá lá. Pode ir que tá aberto. Ele acorda cedo.

Segui as instruções e lá estava eu em frente ao Salão do Farias. Uma cortininha talvez doada por algum bordel era a porta do minúsculo estabelecimento.

Numa parede, um espelho sem muita firula. Na outra, uma única prateleira, onde só se via um item: uma garrafa de pinga com o símbolo do São Paulo, de rótulo já amarelado pelo tempo. E nos fundos, um sugestivo quadro falando do “Amigo Traidor”.

“O amigo traidor é aquele que vem, te bajula, te acompanha, mas, no fundo, está de olho nas suas coisas. Está de olho na sua mulher, nos seus bens. E vai fazer de todo para tomar tudo de você. O traidor não avisa quando vai mostrar sua verdadeira face…”

Este manual do fura-olho pendurado na parede me deixou realmente preocupado. Pinga, traição, navalha… Será que não tem outro barbeiro aqui perto, não? – pensei.

Como havia já um cliente sendo  atendido, fiz aquela cara de turista errando a quitanda e saí de fininho. Fui andar pelas imediações para ver se achava outro barbeiro.

Doce ilusão. Nenhum outro salão por perto.

Voltei e entrei de novo, cínico, como se fosse a primeira vez. Era o que me restava, afinal. Barba e cabelo por R$ 15. Pelo menos era uma pechincha. Restava saber se minha orelha ficaria intacta.

barbeiro
Farias começou o papo logo que me acomodei na cadeira – por sinal, a única do salão também. De cara perguntou se eu cortava o cabelo em algum “salão unissex”. Achei melhor não perguntar o por quê. Desconversei perguntando do tempo. Todo barbeiro tem vocação para meteorologista.

Logo ele já sabia que o santista aqui trabalha em São Paulo.

- “Ah, a capital. Tive um Salão por quinze anos, em Santo Amaro. Mas aí a mulher deu problema  e voltei pro interior”.

Será que o quadro do “amigo traidor” tinha algo a ver com aquilo? Provavelmente. Mas perguntar estava fora de cogitação.

O cabelo ficou pronto.

Aprovei, apesar do comentário do salão unissex.

Confiante, Farias começou a preparar a navalha para a segunda parte do serviço. Foi quando um matuto entrou esbaforido no Salão. Logo que passou pela cortininha de bordel, já desembestou a falar:

- Farias, sabe o mendigo ali da praça, que fica em frente a casa do Maninho, do lado da igreja? Aquele aleijado?”

Bom, como uma descrição dessas, nem precisava perguntar, né? Mas Farias, frio, respondeu seco:

- Sei. O que tem ele?

- Ah, então. É que ele tá lá né, o cabelo dele tá bem grande… Daí… daí… daí eu queria trazer ele aqui prá você dar uma cortada… Mas como ele não tá querendo vir… daí… daí… eu queria saber se você não podia ir lá…

Farias lançou um olhar de lutador de Vale-Tudo. Temi pelo pior.

- M-M-Mas eu pago… eu pago, viu Farias… Mas eu queria que você fosse lá… o cabelo dele tá grande…

Achei bom ele ter dito que pagaria. Farias não tinha cara de que curtia uma benemerência e achei que este era o motivo dele estar bufando enquanto ouvia o cidadão. Mas errei. O motivo era outro. Puro business:

- O Nino não tá mais cortando o cabelo dele, não?

2613136
Caraca! O Farias sabia que o Nino cortava o cabelo do mendido aleijado da praça em frente a casa do Maninho do lado da igreja. E claramente não gostou de ser o estepe do concorrente.

O cidadão tremeu na base. Desconcertou-se.

- Errrr… É que… é que… é que o Nino não vai poder hoje, tá com muito serviço…

Eu já podia ver o sangue respingando no espelho. Era a hora do Farias botar prá fora toda sua revolta, o revertério da pinga velha, o ódio do amigo traidor e a inveja do concorrente benemerente… Depois daquilo ele ia matar o cara na navalhada, certeza…

Farias olhou prá cara do elemento. Fez uma longa pausa e ajeitou os bigodes, no ápice do suspense-thriller interiorano.

Para minha supresa, porém, ele resolveu poupá-lo. Ou, ao menos, como um matador frio e calculista, adiou a execução:

- Vem aqui mais tarde. Se der eu vou com você lá e dou um trato no cabelo dele. Você que vai pagar, então?

O matuto nem respondeu. Sebo nas canelas dele. Loção pós-barba no meu rosto. Tudo pronto, pago e resolvido.

- Tá ótimo, seu Farias – agredeci, aliviado, mas ainda suando.

- Quando estiver em Bauru, é só chegar. Nós é simprão, mas limpinho – respondeu-me o barbeiro, já com ares de mito.

Voltei para o hotel com a sensação do dever cumprido e da boa história.

Tão boa que resolvi nem comprar o jornal do dia seguinte, prá procurar alguma manchete tipo “Barbeiro rancoroso mata três na Praça da Igreja”.

Afinal, eu precisava voltar para Santos.

E ia ficar muito chateado em não poder testemunhar a favor do Farias – a navalha mais afiada de Bauru.

Cada competição terá o revival que merece…

Postado em Celebridades, Cotidiano, Esporte, Internacional, Mundo Digital com as tags , , , , , em 24/09/2009 por Lúcio N.

Se o importante mesmo é competir, os enxadristas russos Anatoly Karpov, 58, e Gary Kasparov, 46, podem ficar sossegados. Eis que 25 anos depois, a dupla resolveu reeditar as intermináveis batalhas de tabuleiro que os consagraram como os maiores nomes do xadrez mundial.

Termina hoje, em Valencia, na Espanha, uma série de 12 partidas de exibição entre ambos, comemorando o “Jubileu de Prata” da primeira disputa dos russos pelo título mundial, que durou cinco meses (!), em 1985.

Os realizadores deste revival estimam que mais de 10 milhões de pessoas assistirão às partidas via internet.

E esperam que este duelo possa inspirar novas gerações para o xadrez, já que desde que ambos penduraram os peões, ninguém chegou perto de repetir a hegemonia que eles tiveram no circuito internacional.

Karpov e Kasparov, no clássico duelo de 1985

Karpov e Kasparov, no clássico duelo de 1985

Enquanto isso, no Brasil…

Marcondes Alves, 19, venceu o “Campeonato de Torpedos” de uma conhecida marca de celulares e eletro-eletrônicos. Agora ele é o mais rápido brasileiro no envio de mensagens SMS. Derrotou a pequerrucha Raquel Tavares, 16, na final.

A competição consistia em enviar mensagens de 80 caracteres em 45 segundos, com premiação de R$ 10 mil para o vencedor.

O evento, no Citibank Hall, teve apresentação de Marcos Mion e shows das cantoras Pitty e Negra Li.

Agora, Marcondes – do Brasil, sil, sil! – vai disputar o mundial (!) da categoria, nos Estados Unidos. “Tem que ter os polegares preparados”, disse o orgulhoso torpedeiro, à Folha Online.

-x-

Agora imaginem só: São Paulo, 2034.

Marcondes acaba de amargar a derrota no BBB 33…. E Rachelzinha já torrou todos os tostões que ganhou com aquela saudosa capa da Playboy.

É ou não é uma boa hora para um empresário inescrupuloso juntar os dois e reeditar um duelo de envio de torpedos para marcar os 25 anos do apoteótico embate?

Disputa de torpedos é pura emoção

Disputa de torpedos é pura emoção

Sobre o final de Caminho das Índias

Postado em Celebridades, Televisão com as tags , , em 16/09/2009 por Lúcio N.

Para conseguir acompanhar o interminável último capítulo de “Caminho das Índias”, tive que assistir parte na sexta, parte no sábado.

Bem, devo dizer que nunca fui adepto da dramaturgia babel-geográfica de Gloria Perez. Essa trama paralela em continentes diferentes, com personagens transitando entre os países como quem pega o ônibus para ir ao supermercado nunca me convenceu.

Mas é fato que “Caminho das Índias” teve lá seus méritos. O lado brasileiro da história até que teve um desfecho interessante, excetuando as insuportáveis cenas incidentais de Doutor Castanho explicando os passos da psicopata Yvone para seu discípulo chato.

Já nas bandas indianas, a coisa se sustentou por ter o segredo do núcleo sedimentado nos três “monstros sagrados da TV Brasileira” (como diria Faustão): Lima Duarte, Tony Ramos e Laura Cardoso.

Pois foi a cena com os três, abrindo o último capítulo, que me deu a sensação de que finalmente um roteiro bem costurado ao longo de meses (mesmo com as tais licenças poéticas e de logística) teria um desfecho aceitável na sua última hora.

Ledo engano. A revelação da paternidade de Shankar para Opash foi o ápice do capítulo e o último sopro de bom senso da novela.

O que se viu depois foi constrangedor. Maya mal entrega o filho para Gopal, é reencontrada por Raj e num recurso “conto-de-fadas-high-tech” de repente já está vestida de mulher casada e pronta para voltar prá casa. Nada contra cenas fantasiosas, mas tinha muita coisa a ser explicada ali prá simplesmente rolar um Cinderela indiana.

A afronta não parou aí. Como é que Raj, dado como morto, volta e ela sequer pergunta como é que ele estava vivo? Pior, como é que ele não pergunta do “filho” e os dois vão felizes para a casa da família, tipo nem aí? E então chegam em casa, o filho está na mão do avô e ninguém estranha como ele foi parar lá?

Isso sem falar na tarefa hercúlea que Tony Ramos teve para interpretar, em uma semana, quatro revelações que muito ator nunca teve chance em anos de carreira: perdeu o filho, descobriu que o neto não era neto, mudou de pai e viu o filho “ressuscitar”. O cardiologista de Opash merece um prêmio.

Essa foi a pior sequencia-desfecho de novela que eu já assisti. E mostrou como se estraga um último capítulo em cinco minutos. E olha que o telespectador que vos escreve estava muito disposto a fazer vistas grossas a alguns pontos (inclusive os já citados aqui) para redigir uma resenha favorável ao folhetim de dona Glória.

Fica para a próxima.

E num simples toque tudo ficou bem

E num simples toque tudo ficou bem

Distintivos esquisitos do futebol brasileiro – Parte 13 – Pará

Postado em Esporte, Futebol com as tags , , , em 26/08/2009 por Lúcio N.

E retomamos a série com os escudos mais peculiares do futebol brasileiro com o estado de Pará, capital Belém, “onde Jesus nasceu”, como diria aquele centroavante culto. Vamos às pérolas:

A. A. TiradentesTiradentes – Tudo bem que Joaquim José da Silva Xavier é um herói nacional. Mas colocar o triângulo da bandeira mineira num clube do Pará é um pouco demais. Fora esse “T” estilizado e destoando totalmente do contexto. Vai ver que o criador do símbolo também foi parar na forca.

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pedreira_ecPedreira – Perdi alguns minutos tentando encontrar uma explicação cabivel para este polígono central com uma bola aplicada no meio. Cheguei à conclusão que o time da Pedreira, formado por pedreiros, adora uma Maria Chuteira. E resolveu homenageá-las com uma calcinha personalizada no logotipo.

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terra_firme_ecTerra Firme – Bem que o clube já tentou escapar do naufrágio pelo nome, mas não teve a mesma sorte ao criar seu escudo. Qual o fundamento de uma águia voando com uma bola nas garras, se o clube é de Terra Firme? Seria uma águia adestrada fazendo um número de equilibrismo a la Cirque du Soleil?

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TimeNegra_cc
Time Negra Carajás – O nome já é um dos mais inexplicáveis da história do futebol brasileiro. E o escudo não fugiu muito disso não. Duas partes seguem um estilo meio pavilhão de escola de samba alvinegra. Mas, na que restou, prá dar uma quebrada, resolveram aplicar uma paisagem cafona. Deu nisso.


Documentos provam: argentinos censuraram canções de Roberto Carlos nos anos 70

Postado em Celebridades, Cotidiano, Internacional, Música com as tags , , , em 05/08/2009 por Lúcio N.

Se  dependesse do regime militar argentino vigente na década de 70, Roberto Carlos não desabotoaria os botões da sua blusa, nem pediria um café da manhã prá nós dois. Até porque, estavam de olho em tudo que era imoral, ilegal ou engordasse.

Foi o que revelou à BBC alta cúpula do Comitê Federal de Radiodifusão da Argentina (Comfer), após descobrir documentos da época em um antigo escritório do órgão.

Em meio a uma lista de quase 150 canções vetadas, estavam cinco do Rei: “Café da Manhã”, “Os Botões”,  “Seu Corpo”, “O Progresso” e “Ilegal, Imoral ou Engorda”.

As três primeiras levaram o corte pela insinuante conversa ao pé do ouvido do rei, capaz de deixar as hermanas ma-lu-cas; a desconhecida “O Progresso”, por seus versos contra o comércio de armas de guerra(?!); e a última, supostamente por incitar a transgressão social.

Curioso é que a censura também vitimou clássicos da música mundial, como “Light My Fire”, do The Doors, “Cocaine”, de Eric Clapton e a campeã de propagandas de motel “Je T’Aime… Moi non Plus”, de Serge Gainsbourg.

Ô falta de critério, hein? Se comparadas com estas, as canções de RC são tão ingênuas que poderiam ter sido tocadas em batizados, bingos e festinhas escolares.

Ou alguém imagina Dieguito Maradona agitando um esquema cantarolando…

ARGENTINA - MARADONA


“Entonces, qué hacer
No quiero más saber
Si to
do que yo como
Yo no debo comer
Si todo que me gusta
Es ilegal, inmoral o engorda?”

Não, claro que não.

Preferimos ouvir o Rei e seu discurso emocionado:

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“27798″
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, “7820″
, “23412″
, “8102″
, “19761″
, “19102″
, “170″
, “15916″
, “20814″
, “15021″
, “23569″
, “17177″
, “16305″
, “26061″
, “25177″
, “19746″
, “26757″
, “26921″
)

Lava, passa, cozinha… e já que está por aqui mesmo, não custa nada, né?

Postado em Cotidiano, Internacional com as tags , , , em 31/07/2009 por Lúcio N.

Os adolescente espanhóis logo não vão precisar se esconder para dar uma escapada até o quarto da empregada na calada da noite. Segundo a BBC, mais de 750 mil anúncios foram publicados nos jornais e internet locais para o serviço de “porno-chachas”.

A função consiste basicamente em realizar os serviços dométiscos comuns – lavar, passar, cozinhar -, acrescidos de certa atividade sexual com os patrões. E o mercado parece bastante movimentado: há moças que se oferecem e rapazes querendo contratar. Pagando por hora, inclusive.

Com taxa de desemprego próxima de 20%, a Espanha ainda sofre os efeitos da crise mundial. Um levantamento recente (sem duplo sentido) afirma que muitas mulheres passaram a exercer a função sem qualquer experiência na profissão mais antiga do mundo.

“Se você soubesse da quantidade de casadas e com filhos que atendem a estes anúncios se surpreenderia. Tem gente que não consegue pagar as contas no fim do mês e se vê aflita. Em 30 anos neste negócio nunca tinha visto algo assim”, disse à BBC o cafet… ops, diretor da Associação Espanhola de Prostíbulos, Roberto Doval.

Resta agora saber quanto tempo a coisa vai levar prá chegar ao Brasil. De repente o governo Lula pode introduzir (sem duplo sentido) a nova função ao projeto Fome Zero. Afinal, a comida é um direito fundamental de qualquer cidadão. Ou não?

Para ler ao som de:


“Sexy Mexican Maid” – Red Hot Chilli Peppers

Mussum, o adorável trapalhão

Postado em Televisão com as tags , , em 29/07/2009 por Lúcio N.

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Hoje completa-se 15 anos sem Mussum. Antonio Carlos Bernardes, Kid Mumu, Mumu da Mangueira, como queiram. Mas o que é um dia triste – no caso, 29 de julho de 1994 – perdido em décadas de gargalhadas?

A adorável comicidade do trapalhão mais carismático – com todo o respeito  a Didi, Dedé e Zacarias -  segue mais cultuada do que nunca. Graças ao Youtube, não dependemos da Rede Globo para reviver esses grandes momentos. E não é que hoje o #MussumDay está até nos tópicos mais comentados no Twitter?

Cacildis!

Mussum não era politicamente incorreto, porque naquela época, a graça pela graça valia mais do que qualquer coisa. E ele deitava e rolava, livre do patrulhamento besta de hoje em dia. Sorte nossa.

Sempre ávido em molhar a boca com um bom “mé”, seu personagem era ingênuo e corrosivo na mesma proporção, com a mesma genialidade. E olha que o repertório dos Trapalhões  nunca nos poupou de piadas sobre raça, origem, machismo ou religião. Pelo contrário, alguns dos esquetes mais antológicos do quarteto usaram e abusaram destes temas.

O humor de Mumu da Mangueira, sambista nato e malandro mais malandro do que a malandragem, faz muita falta. Mas há quinze anos vem sendo preservado, guardado num porto seguro, bem distante do escracho raso e do humor pseudo-inteligente que hoje assolam a programação da TV.

Safos são aqueles que fazem de seu legado inspiração.

Mussum Forévis.

Distintivos esquisitos do futebol brasileiro – Parte 12 – Paraná

Postado em Cotidiano, Esporte, Futebol com as tags , , , , , , , em 22/07/2009 por Lúcio N.

Chegamos à região Sul, que nos brinda com escudos inusitados e divertidos. O festival de esquisitices paranaenses é a nossa atração:

Monte AlegreMonte Alegre – Uma das vocações do estado, sem dúvida, é a criação de siglas para definir os clubes. Com isso, times aparentemente inocentes como o Monte Alegre se tornam uma piada pronta. Afinal, quem duvida que o CAMA vive usando bolas enfiadas na zona do agrião? Ronaldo Fenômeno sonha encerrar a carreira lá.

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AssaíAssahi – O time tem nome de fruta – tudo bem, é uma
versão numerológica de “açaí” – e o escudo é um dinossauro. Como a  própria sigla diz (tô falando que eles são bons de sigla): o que SERÁ que isso quer dizer? Só indo à pacata Assaí (a cidade não tem H) para descobrir esse mistério todo…

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PSTCPSTC – Time com nome de partido político, sediado numa cidade chamada Cambé. Convenhamos: não dá para torcer prá cambé de político. Isso sem contar que o cidadão estampado no distintivo ou é jogador de vôlei ou é goleiro. A menos que a diretoria tenha tentado homenagear Didi Mocó em “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”

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AgroceresAgroceres – Tudo bem, vá lá… até que o Visconde de Sabugosa com chapéu de Oktoberfest está simpático. Mas não dá para levar a sério um time que tem uma espiga no símbolo, né? Principalmente se ele estiver enfrentando o CAMA. É o que poderíamos chamar de clássico… do duplo sentido.

Próximo Estado: Pará

Britney quer se converter ao judaísmo. Não vai faltar trilha sonora prá comunidade…

Postado em Celebridades, Cotidiano, Internacional, Música, Televisão com as tags , em 13/07/2009 por Lúcio N.

O universo paralelo das celebridades desgovernadas amanhece hoje com uma daquelas manchetes que param as prensas dos tablóides… mas que, para nós, não valem nem uma levantada de sombrancelha.

Enfim, como não dá para perder a piada, vamos em frente.

Personalidade forte é isso aí.

Personalidade forte é isso aí.

Eis que a requebrante Britney Spears anuncia que pretende se converter ao Judaísmo. Ah, tá. Teria ela recebido um chamado? Fez um curso intensivo de história das religiões? Não, é claro que não. Seria apenas uma forma de mimar o novo namorado, Jason Trawick.

Bom, parece que ela pretende mesmo contratar um professor para lhe ensinar os ensinamentos judaicos. Mas antes, é claro, ela vai se converter. Aliás, nos shows, ela já usa uma corrente com a Estrela de Davi. É a máxima do comer primeiro prá depois perguntar o que é. Sem duplo sentido, claro.

Enfim, já dá para imaginar a comunidade animadíssima com o novo “reforço”, botando as manguinhas de f ora.

Rabino Sobel já pode ir de novo passear em Miami. Se acharem alguma coisa no seu bolso, é só cantar “Oooops, I did that again”.

Já o repórter Marcos Losekann poderá fazer suas pautas sobre as  “ações de defesa” de Israel diante dos malvados “terroristas” árabes ao som de “Overprotected”. Ou mesmo “Toxic”, se usarem armas químicas de novo.

O grande lamento é que o mestre Sílvio Santos, o único que realmente poderia fazer bom proveito dessa conversão, não mistura religião com trabalho. Até que seria divertido uma gincana tipo “atravesse-a-ponte-e-desvie-dos-tiros-sem-deixar-cair-o-quipá”, com “Hit me baby one more time” ao fundo.